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15 março, 2010

Conceitos


O planalto é raso
O passado é tropeiro
O verde do dinheiro
A vanguarda do atraso
O carnaval é vazio
A colcha é branca
A meretriz é santa
O verão é o frio
O aeroporto é são josé
O 'r' a barrerinha
A casa, não na minha, que ser fechada é o que é
O bicho é a gralha
O herói é o do óleo
A calçada é linóleo
O paiol é a palha
Reitoria é rampa
Santos andrade é escada
Opera de arame, farpada
A capital da província é Sampa
A comarca é quinta
A flor é o pinhão
O guaíra é o saguão
O poty é a tinta
Favela é trezentas
Pele polaca é mentira
Urbano é caipira
E a tradição inventa
O morador não é daqui
Mas a felicidade é Santa
O epuc é a raiz da planta
A iguaria é o pierogi
O champanhá é o bigorrilho
Conversa de elevador dá medo na gente
O sotaque diz leiTe quenTe
E o piá é o filho
Perigo é calçada
Batel é quinta avenida
Graciosa é estrada
Mimosa é fruta preferida
Silva jardim é a ida
Visconde o retorno
O olho gigante é um forno
O mate, é história e bebida
Litoral é santa catarina
A festa é da uva
Primeiros socorros é ter guarda-chuva
Manhã de inverno é geada e neblina
Casa china é onde se acha
A boca maldita e nunca se cala
Zequinha é a bala
E o biscoito é a bolacha
Araucária é o serrote
A rua é a XV
O festival é o fringe
O vampiro é o mascote
Cine é o que se bebe
O poeta é o bigode enorme
A identidade é o velho sobrenome
Todo o resto somos plebe
Ser melhor na teoria é o karma
O topete ainda é pequeno
O futebol são três, mas parece menos
O penal é onde eu guardo a minha arma
O tubo às seis é cheio
A salsicha é a vina
A determinante é o clima
A canaleta, caminho do meio


essa é a letra de um poema da banda curitibana 'Lívia e os piá de prédio', que para mim traduz um pouco do que é Curitiba e os seus...

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