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26 março, 2010

Dança que é tecnomacumba!

Parece música de terreiro. Parece música brasileira, música africana, eletrônica. Música para dançar. Parece música para reverenciar deuses, música para oferendar aos orixás. É assim que é Tecnomacumba, show de Rita Ribeiro.

Com mais de vinte anos de carreira, e muitas histórias, Rita Ribeiro já gravou quatro discos, foi indicada ao Grammy Latino, participou de diversos projetos musicais nacionais e internacionais. Agora divulga seu primeiro DVD: Tecnomacumba – A tempo e ao vivo. Lançado no ano passado, tem origem em um show que é realizado há quase seis anos, e que vem sendo aperfeiçoado, tendo se tornado CD ainda em 2006.


Tecnomacumba é fruto de uma pesquisa da influência da musicalidade africana na música popular brasileira. O show mistura pontos de umbanda e candomblé, com músicas brasileiras consagradas de Caetano Veloso, Dorival Caymmi, Gilberto Gil, Jorge Benjor, entre outros. Em algumas apresentações de Tecnomacumba, Maria Bethânia faz participação especial surpresa, cantando com Rita Ribeiro a música ‘Iansã’, de Caetano Veloso. O registro desse encontro esta no DVD. Uma produção para orixá nenhum botar defeito.

O show começa com a declamação de um texto sobre orixás, lutas e africanidade, executada pelo artista multimídia Xarlô. Além dos belos arranjos, que misturam muita percussão e batidas eletrônicas, bem executados pela banda Guerreiros de Aruanda, há uma bela cenografia, com iluminação impecável, em completa harmonia com as canções. Difícil afirmar qual é a melhor música, mas destaco ‘Cavaleiro de Aruanda’, ‘Oração ao Tempo’, ‘Iansã’, ‘Rainha do Mar’ e ‘Cocada’. Na hora em que é executada a canção ‘É de Oxum’, a bailarina Kiusam de Oliveira, faz uma bela participação, interpretando Oxum.

O show que assisti neste domingo (21) foi o último da temporada paulistana, no teatro do Sesc Santana. O teatro é um espaço muito comportado e exigia que o público permanecesse sentado. Foi impossível não chegar junto ao palco e dançar. Extremamente animado, o show se transformou num espaço ecumênico, no qual se compartilhou a alegria gerada pela música.


**este texto também foi publicado no estúdio ao vivo.

Um comentário:

Pedro Lelot disse...

Adoro! como assim perdi o último show? :/