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12 maio, 2010

Meu primeiro 'Banquete'

E pra quem mora em São Paulo, domingo foi o último dia do ano para assistir peças da Companhia Teatro Oficina na cidade. Comandado por Zé Celso, o grupo estava em cartaz com Dionísicas, que nas últimas duas semanas, de quinta a domingo, apresentou os espetáculos 'Taniko, O Rito do Mar', 'Estrela Brazyleira a Vagar – Cacilda!!', 'Bacantes' e 'Banquete'. Patrocinados pela Petrobras, os ingressos foram trocados por um quilo de alimento. Agora, quem quiser assistir ao oficina terá de correr: ainda este mês, Brasília; em junho, Salvador; julho, Recife e Belém; agosto, Manaus; outubro, Belo Horizonte e Brumadinho; e novembro no Rio de Janeiro.

Pude, pela primeira vez, prestigiar o Oficina neste domingo. Assisti ao 'Banquete', com o olhar ansioso de quem muito ouviu falar do grupo, e de quem percorreu a Ocupação do Zé Celso no Itaú Cultural. A peça é de fato longa, despudorada, divertida e instigadora. Corpos semi-nus desfilando e declamando e cantando filosofias, comemorando, no melhor sentido da palavra (com direito a pão, vinho e frutas para o público). Sem dúvida quem mais se diverte é Zé Celso, que beijou quantos garotos quis, meteu o dedo no cu de um ator, e chupou o pau de um outro. Os atores o reverenciam como o 'monstro sagrado' que ele é. Zé Celso segue com disposição invejável.

Para minha primeira vez, foi muito legal. Mas queria que tivesse sido ainda mais bacana. Bacana no sentido dos verdadeiros bacanais, as festas em honra ao deus Baco. Nos vídeos mostrados na Ocupação do Itaú Cultural havia mais suor e gozo. E isso não houve. Espero que o ano passe logo, para o Oficina voltar a se apresentar na Rua Jaceguai. E eu voltar a prestigiá-los. E que Zé Celso siga com saúde até lá.

Um comentário:

Leco Vilela disse...

Concerteza ele merece!...