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09 maio, 2010

seis vezes dança

Tenho assistido diversos espetáculos de dança. Alguns sem querer, outros desejando muito. São clássicos e contemporâneos. Uns muito bem estruturados e outros feitos com condições escassas. Alguns bailarinos com controle total do corpo, outros abstraindo o corpo e outros.

05 de março - Rumos Itaú Cultural
Assisti a duas apresentações, 'EXperimento 1', com Luciana Gontijo e Margô Assis, que fez parte da 1ª edição do programa Rumos em 2000; e 'Somtir.2' com Ângelo Madureira e Ana Catarina Vieira, que integrou a 2ª edição do programa, em 2003. Este último ainda tenho claro na memória o diálogo entre o casal de bailarinos, que falava sobre as técnicas de dança, os clichês, o desenvolvimento corporal e o como o tempo modificava suas habilidades. A apresentação misturava técnicas intesas de dança contemporânea com passinhos de frevo. Além de conquistar boas risadas, trouxe também reflexão.

11 de abril - Teatro de Dança
Fui para assistir 'Bundaflor, Bundamor', e de brinde assisti 'Descaminhos', que abriu a noite. Ambos ficaram muito aquém das minhas espectativas. 'Descaminhos' me lembrou o tempo todo as apresentações em processo que eu assistia em Viçosa. Como se ainda não estivesse acabado, e ainda faltasse muito para ficar bom. 'Bundaflor, bundamor' tinha uma divulgação muito atraente (vide foto acima), mas não passou de bundas trêmulas e saltitantes. Pude me surpreender um momento ou outro com algumas habilidades daquelas bundas, mas.

17 de abril - Visões Urbanas
Eu estava fazendo um curso de fotografia pelo centro de sampa e passamos pelo Pateo do Colégio. Tinha ouvido falar que estava acontecendo nesta semana o 'Visões Urbanas' - Festival Internacional de Dança em Paisagens Urbanas. Como quase tudo que acontece na cidade, nossos olhos correm pelas informações mas não apreendem tudo. E assim foi. Não sei sobre o que era o espetáculo, nem percebi se tinha técnica. Pesquisando descobri que o espetáculo se chamava 'INSIDE TIME/OUTSIDE-SPACE' e que era de um grupo belga chamado 'Cie. Irene K'.


01 de maio - Ballet Yuba
Este foi o dia do lançamento do livro fotográfico de Lucille Kanzawa, sobre a comunidade Yuba, na Pinacoteca, já citado aqui no blog. Sob o comando da coreógrafa Akiko Ohara, os Yuba apresentaram três espetáculos bem elaborados, já clássicos do grupo, e que eu já tinha tido a feliz oportunidade de assistir no teatro yuba, em Mirandópolis, abril do ano passado.


02 de maio - Ballet Stagium
Conhecido grupo brasileiro, que teve seu início na década de 70, se apresentou no Sesc Vila Mariana com os espetáculos 'Choros' inspirado nas rodas de choro da cidade de São Paulo; e 'Coisas do Brasil', que busca retratar a história do país, da descoberta até a formação da elite na sociedade. Teve gente que quase dormiu. Eu fui persistente, mas. Tinham me alertado de que a companhia era clássica demais. Um dia ainda pretendo assistir a um clássico que seja demais.

07 de maio - São Paulo Companhia de Dança
Ansiedade [mode on] foi o que me acometeu quando vi a data da estréia dos novos espetáculos da São Paulo Companhia de Dança. Tinha lido a reportagem na Bravo, que falava sobre o processo de criação do figurino e da integração dele com o corpo dos bailarinos. Corri comprar os ingressos. Comentei com alguns colegas e ouvi críticas elaboradas sobre a companhia, as quais quero saber em mais detalhes. Mas o fato é que me encantei com 'Os Duplos', de Maurício de Oliveira, com trilha do André Abujamra e figurino do Jum Nakao. Destaque para o bailarino convidado Allan Falieri e Yoshi Suzuki, que conquistaram. Na sequência, assisti a apresentação de Polígono Revisitado, de Alessio Silvestrin, também com entusiamo, mas com um olhar completamente influenciado pela primeira apresentação.

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O próximo espetáculo provavelmente será "Baseado em fatos reais", com Ângelo Madureira e Ana Catarina Vieira, entre os dias 26 e 30 de maio, no Centro Cultural São Paulo. Isso se eu não esbarra noutro espetáculo no caminho.

Um comentário:

Leco Vilela disse...

Pena você não ter assistido "Bent - O Canto Preso" da Cia. Borelli!

Tava bem legal, por mais que você uma adaptação de um texto dramático, existiam momentos que não só 'respeitavam' mas também complementava a obra.