procurando, encontre

11 agosto, 2010

enfim aqueles dois.

Acabo de ver "Aqueles dois". Inspirado no texto do Caio F. Há quase três anos sonho em assistir essa montagem. Eu morava em Viçosa, e de alguma forma fiquei sabendo que uma certa companhia chamada Luna Lunera, lá de BH, havia montado esta peça a partir desse conto. Há três semanas descobri que eles estariam em São Paulo, participando do Palco Giratório, do Sesc. Acreditei que havia chegado a hora. Me lembro bem do dia em que li "Aqueles dois". Fui visitar uma grande amiga, que por algum motivo já estavamos nos afastando, e ela me entregou um pocket book aberto, indicou a página e disse: leia! Minutos depois eu estava entre indignado e extasiado. Meses antes eu havia sido apresentado ao Caio, mas pelos olhos de Guilherme de Almeida Prado. "Onde andá Dulce Veiga?". E hoje, ali na minha estante, entre contos lidos e ansiosos, está "O Ovo Apunhalado". "Aqueles dois" é lindo. Eles se envolvem. Se entregam. Vivem! Uma amizade sincera, que pode ser muito mais que uma amizade. E é. Cumplicidade. Ao sair, a vontade de ser um daqueles. De encontrar aquele um. É imensa...

leia mais... aqueles dois.

3 comentários:

Ernesto Diniz disse...

O Caio tem uma coisa que cativa e massacra. Sinto o mesmo desespero que sinto quando leio Clarice. Por isso leio os dois comedido, homeopático, diluídos em partes por milhão. Hoje já mal leio nada, pelo menos nada fora da vida acadêmica (que passa longe dos dois, Clarice e Caio). Mas tenho muitos livros deles, ficam enfeitando a prateleira, me olhando. E eu gosto de olhar de voltar e piscar, meio sorrindo.

Renata Marques disse...

"Num deserto de almas também desertas, uma alma especial reconhece de imediato a outra..."
Adoro!
Queria ter o seu pique e assistir tudo quanto é coisa legal que aparece por aí, menino culto.

Bjo.

.lucas guedes disse...

uma das melhores peças que vi...